domingo, julho 30, 2006

Ele é velhinho e tem o celibato ó marido!

Farto de ver a mulher passar mais tempo em casa do padre do que no próprio lar, Carlos Silva carregou os haveres da mulher (principalmente roupas) num caixote e despejou-o em frente à residência paroquial de Argoncilhe, Santa Maria da Feira. Maria Santos fala em “ciúmes doentios” e diz que agora é ela quem não o quer mais.
Na origem desta desavença entre o casal está o padre Resende, de 77 anos, que em Outubro do ano passado pediu a ambos que cuidassem dele, após uma cirurgia às varizes. Durante nove meses, Carlos Silva, de 51 anos, e a mulher Maria Santos, de 49, viveram na casa paroquial, mas a alegada falta de tempo para os dois começou a afectar a relação e levou o marido a dizer “basta”.
Carlos Silva voltou para casa, mas a mulher, apesar de ir lá dormir, continuava a passar o dia com o sacerdote na residência paroquial. “Por isso, eu não tinha outra solução que não fosse levar-lhe as coisas dela para lá”, conta. E escolheu a missa dominical para o fazer, causando surpresa entre os fiéis que se dirigiam à igreja. O caso passou a ser comentado em surdina. Alguns vizinhos dão razão a Carlos Silva, outros não compreendem a reacção.
“Não posso dizer que há ou tenha havido alguma coisa entre eles, porque nunca vi, mas não podemos continuar a viver assim”, afirma o marido ao CM, explicando que até o habitual passeio de domingo deixaram de fazer. A culpa de tudo, diz, é do padre que, “com a sua psicologia, conseguiu iludir” a mulher.
“Isso é mentira” – garante Maria Santos que depois do que se passou tem vergonha de sair à rua. “O padre Resende sempre nos tentou unir”, diz, e acrescenta: “O meu marido só me deu boas palavras quando esteve preso durante um ano e meio por causa de um problema relacionado com o vinho do Porto, que foi amplamente noticiado.”
Segundo Maria Santos, os problemas do casal já têm quase 30 anos, tantos quanto o tempo que estão casados, e acusa o marido de maus tratos físicos e psicológicos e de ter “um ciúme doentio”. “É um gostar estúpido e não é assim que me cativa”, justifica.
Também o padre Resende está agastado com toda a situação e reitera as palavras de Maria Santos. “Procurei fazer tudo para que se entendessem, porque se não os tivesse procurado ajudar o casamento já estava desfeito há muito”, garante, lembrando que na Páscoa aconselhou o casal a sair durante uma semana para ver se resolvia os problemas: “Pelos vistos, não resultou.”

COMPROMISSO QUEBRADO

“O senhor padre é como um pai para mim, tem 77 anos e está doente. Será que devemos abandonar uma pessoa velha e doente?”, pergunta Maria Santos. A mulher de Carlos Silva lembra que foi a ambos que o sacerdote recorreu para que cuidassem dele durante a recuperação de uma cirurgia e foi igualmente a ambos que o padre Resende terá pedido que continuassem a residir na casa paroquial. “Acha que se houvesse aqui algo a esconder, ou de errado, se tinha chegado a este compromisso, que ele agora quebrou?”
Quanto aos ciúmes doentios do marido, Maria Santos adianta: “Se tivesse de perder a cabeça tinha-o feito aos 20 anos, poucos meses depois de casar, quando começaram os problemas entre nós.”
Por seu turno, o marido garante que era a esposa que lhe dizia “para ir ao futebol ou ao cinema” com o filho. Desde que voltaram a casa e antes de se decidir a pôr os pertences da mulher à porta da casa paroquial, o casal passou a dormir em camas separadas. Apesar de tudo, Carlos Silva não deseja a separação, porque, garante ao CM, gosta muito da mulher e acha-a “uma boa esposa”.

PADRES TAMBÉM TÊM VÍCIOS

Filmes como ‘Tentação’ ou ‘O Crime do Padre Amaro’ tocaram numa ferida que a Igreja não gosta de reconhecer. Os padres, como homens que são, também caem em tentação, também pecam e têm vícios. Uma reportagem da revista ‘Sábado’ desta semana aborda exactamente este tema, recorrendo a casos concretos de sacerdotes que pecaram contra o celibato, se envolveram em escândalos públicos ou que sofreram das doenças do alcoolismo ou da toxicodependência.

Enquanto as situações que envolvem a quebra do celibato são normalmente toleradas pelos paroquianos (há vários exemplos disso), já vícios como o dinheiro, o poder, a corrupção ou os abusos sexuais são muito sancionados pela comunidade. Entre os casos mais recentes encontra-se o de um padre de Gondomar acusado de desviar dez mil euros de um centro de idosos, o de um sacerdote de Anadia suspeito de ter abusado sexualmente de um rapaz de 18 anos ou o de um sacerdote de Braga que se afundou em dívidas, por não conseguir resistir a carros de luxo.

No estrangeiro, foram também conhecidas situações arrepiantes de sacerdotes que violavam crianças, na Colômbia, ou envolvidos em redes de pornografia, em Espanha, ou que cometeram assassinato, no México.

POR AMOR

MONTALEGRE

Em Maio deste ano, um pároco de 28 anos, que dava missas em várias freguesias de Montalegre, deixou uma carta aos paroquianos a explicar por que os abandonava. Os populares afiançam que o padre fugiu com uma mulher para o estrangeiro.

LAMEGO

Aos 40 anos, um antigo padre de Resende fartou-se da vida de celibato e propôs casamento a uma freira franciscana, que entretanto conhecera. Abandonaram a Igreja, casaram, tiveram um filho e vivem felizes.

MELGAÇO

Umas férias com amigos no Algarve fizeram um sacerdote de 32 anos, de Melgaço, apaixonar-se por uma jovem enfermeira. Acabaram por se casar pelo civil, mas estão impedidos de ver a união reconhecida pela Igreja.

Penguins!Nevermind...

quinta-feira, junho 22, 2006

quarta-feira, maio 17, 2006

Ninguém para o tuga allez oh!!

Viva Portugal!

Quando andamos todos preocupados com o Mundial, com o Europeu de Sub- 21 e com todas essas tretas ligadas a esse desporto de meninos que é o futebol, chega a notícia de um novo recorde no desporto rei nacional, e o único desporto digno de um homem, o beber!
Ao que parece este senhor estava triste porque andava a treinar muito mas não conseguia bater o recorde da maior bebedeira nacional. Mas este senhor tanto treinou que alcançou mesmo esse recorde, e repare-se, às 4 da tarde!!! Não satisfeito, o Sr Tó Nogueira, demonstrou que homem que é homem bebe e ainda consegue andar de mota. Resultado? Um comazito e uma cabeça um pouco baralhada das ideias, mas nada que o titulo de maior "pipa ambulante" do país não resolva.
Os meus parabéns e continuação de uma boa época de copos. Aqui fica a notícia:

O relatório da delegação do Porto do Instituto de Medicina Legal não deixa dúvidas António Manuel Freitas Nogueira, natural da freguesia de Estorãos, concelho de Fafe, acusou uma taxa de alcoolemia de 7,46 gramas de álcool por litro de sangue três horas após ter estado envolvido num acidente de viação. Esta, diz o JN, é a mais alta taxa de que há registo em automobilistas portugueses.

Este indivíduo, de 36 anos, não terminou da melhor forma o Domingo de Páscoa (16 de Abril). Cerca das 16 horas quando se dirigia da rua dos Agrelinhos, em Estorãos, para a freguesia vizinha de Ribeiros, na sua motorizada, embateu na traseira de um automóvel que seguia no mesmo sentido. Ao que o JN apurou, António viajava sem capacete e embateu com violência com a cabeça no chão. Chamados ao local, os Bombeiros Voluntários de Fafe transportaram o indivíduo para o Hospital de S. José, em Fafe, que de imediato o transferiu para o Hospital de S. Marcos, em Braga.

Nesta unidade, onde ficou vários dias em estado de coma, António foi sujeito à recolha de sangue para despiste de álcool e estupefacientes. Esta recolha que acabaria por dar no resultado de 7,46 gramas por litro de sangue foi realizada três horas após o acidente. António Nogueira conduziu o seu ciclomotor durante cerca de três quilómetros e embateu no carro ligeiro numa zona com bastante visibilidade àquela hora do dia.

Além da imediata inibição de conduzir, António incorre numa pena de prisão que poderá ir até um ano ou uma pena de multa de 120 dias. Ao que o JN sabe, António Nogueira já teve alta, há cerca de 15 dias, mas daí para cá o seu comportamento tem sido um pouco estranho. Um cidadão que privou com ele depois da alta hospitalar e que preferiu o anonimato garantiu-nos que o acidente o afectou, assegurando que "ele nesta altura não está na posse de todas as suas capacidades".